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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Eu Juro!

Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que ajuramento verdade, com a ajuda de Deus?
 
Essa é a pergunta que se faz ao depoente antes do mesmo prestar testemunho em um tribunal norte-americano.
 
Para que o juramento fique mais "oficial" ainda pedem que a testemunha, ponha a mão sobre a Bíblia.
 
Nada mais estranho.
 
Jesus Cristo diz:
 
"Ouvistes ainda o que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: não jureis em hipótese nenhuma: nem pelo céu porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo tornar-se branco ou negro. Seja o vosso dizer: "sim " se é sim; "não",  se é não. O que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,33 a 37).
 
Eu acho muito curioso, quando essas incongruências acontecem.
 
Existem muitas passagens do Evangelho, que podem parecer incompreensíveis, misteriosas, com sentido oculto, problemas com traduções, possibilidade de acréscimos feitas por copistas etc; mas esta passagem é absolutamente clara e objetiva, não deixando margem alguma para dúvidas ou interpretações; é muito objetiva!
 
Não se pode jurar em hipótese alguma!  Ponto final!
 
É um tal de juro pra cá, eu juro pra lá, fazer promessa a santo, pagar promessa etc...
 
O próprio Paulo de Tarso, (Apóstolo Paulo ou São Paulo), fazia "votos" (raspando a cabeça) e não reprovava o juramento em causas graves e justas.
 
"...Seguindo São Paulo, a Tradição da Igreja entendeu que as palavras de Jesus não se opõem ao juramento quando é feito por uma causa grave e justa (por exemplo, perante um tribunal). "O juramento, isto é, a invocação do nome de Deus com testemunha da verdade, não se pode fazer, a não ser na verdade, no discernimento e na justiça..."
(texto extraído do livro Catecismo Católico).
 
Bom, mas isso não vai de encontro aos ensinamentos de Jesus?
 
O Capítulo 5 de Mateus, versículos 33 ao 37, é mais que uma passagem ou um ensinamento, é UM NOVO MANDAMENTO.
Tradição alguma pode mudar isso, nem a Igreja (qualquer que seja), nem Paulo de Tarso, seja como apóstolo ou santo; pois que ele não era Jesus Cristo.